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14/08/2008 12:31
Cinquenta Metros Rasos
O que consegue fazer agora
é apenas prender tua
própria respiração,
insignificante nos teus
cinco minutos de fama,
nos teus cinquenta segundos
de Narciso
o mesmo que só acha bonito
o próprio umbigo,
rasos....
rasos são os vales
que te dão passagem,
rasos são os mares
que te navegam,
e o vento que sopra
em teu rosto,
não são mais os mesmo
que inflam
minha nau,
caravela....
e tuas braçadas incoerentes
só te levam
para dentro dos teus
medos, teu labirinto...
Cinquenta metros
é só onde pode ir,
é só o que sabe andar
é apenas o que te resta,
cinquenta metros
dentro do teu
próprio perímetro,
pois mesmo
Narciso, um dia,
sentirá medo
da própria face,
mesmo após a Foice atacar...
e cada vez mais rápido,
em nós,
o vento sacode
minha flâmula,
e o mastro mor
inflado a vela
de minha bandeira,
o meu próprio destino !!!!...
Marcelo Renato
El Loco
@};--
14/08/2.008
12:31
enviada por El Loco
12/08/2008 12:58
Republicando.....
Canta Conto
(Mula sem cabeça II)
E ainda se acredita em fábulas,
e ainda se acredita em contos,
e ainda se crê em sonhos,
e ainda se vê em cantos...
Quem foi beber água no itororó,
não sabia o que procurava,
achou o que nunca quis,
e pensou em claras nuvens
o que nunca poderia ser...
e pelos contos que contei,
pelos cantos que andei,
pelas sombras que encontrei,
as letras que escrevi,
e palavras que falei
apenas por não querer gritar
deixo apenas as plumas
jogadas ao vento
para quem sabe um dia
você consiga
achar o teu caminho,
a tua direção....
@};--
Marcelo Renato
El Loco
05/09/2.007
10:47
enviada por El Loco
16/07/2008 11:27
Gregoriano
E o que me afaga agora
são as canções que ouço,
as coisas que vejo
mesmo não querendo...
o cosmo pálido dos pensamentos
se conglomera
e a metástase
transforma
tudo o que tenho dito,
e dito e feito
os sonhos são feitos
de nuances de realidades
nem sempre abertas
ao que vem de fora,
ao que vem depois...
ora pois
nem todo forte
é todo ríspido,
nem todo fraco
é todo frágil,
nem todo sábio
entende o que se passa,
nem toda fé
explica o que a razão desentende,
e você ainda não entende,
você ainda não entende,
você ainda não entende
que não há mais nada,
não há mais nada,
nada más queda,
nada más queda,
e se desprende de mim,
e vaga pelo meu próprio corpo,
e minha mente voa...
molho as palavras
numa esquina qualquer,
entorpeço as estrelas
e estou aqui,
filho do Aço,
Das Cachoeiras,
Das Pedras Que Rolam,
Salve a Noite,
Salve o Dia!!!
e o que me afaga agora
são as canções que ouço...
Marcelo Renato
EL Loco
@};--
17/06/2.008
11:26
enviada por El Loco
10/06/2008 12:51
Time Up
O Tempo é o que faz
tudo ter seu tempo,
o Tempo é o que
nos deixa crescer,
claro, ao menos
os aptos aos estímulos
observados pelas transições
distintas e coerentes
em cada coração,
o Tempo é que semeia
as boas novas,
o Tempo é o que
nos deixa colher os frutos
mais maduros que
pudermos carregar
em nosso interior,
o Tempo é o que
pincela de branco
nossas têmporas
nem tão sábias assim,
o Tempo é o que traz,
é o que leva,
é o que deixa ficar,
apenas ele,
o Tempo,
e caminhemos....
no mais,
apenas um balzaquiano...
Ida,
Frente,
Norte !
Marcelo Renato
El Loco
@};--
10/06/2.008
12:51
enviada por El Loco
30/04/2008 12:53
Over
O vento sopra forte,
jazem os ébrios absortos
em tolos pensamentos
umidecidos por palavras
balbuciadas ao relento,
e o vento?!
fez a curva mais torta
da tua mente já corrompida
pelos teus atos.......
pela tua insensatez.......
e os Anjos caem dos Céus!....
e não há sexto selo,
o inferno é dentro
da tua própria mente,
mente,
mente,
em fim,
Descanso...
Marcelo Renato
El Loco
@};--
30/04/2.008
12:53
Jaz
enviada por El Loco
18/03/2008 17:20
Nefasto
...E os 4 ventos sopraram forte
varrendo os pensamentos fúteis,
devastando comportamentos tolos
e arrazando os motivos torpes
que te levaram a vagar
por uma órbita umbilical,
catatônica, catacumbica
onde só o que importa
é o teu unicentro ventral,
e Ventania tras a chuva
para lavar teu rosto pálido
enxarcado por tuas
vazões lacrimais....
e no mais
as estrelas eu contemplo...
e o quinto selo se quebra....
Marcelo Renato
EL Loco
18/03/2.008
17:21
@};--
enviada por El Loco
15/02/2008 11:52
Apocalypto II
(Vale Das Sombras)
Eis que em meio as tuas cinzas
surgem tuas piores lembranças,
como um raio,
trazendo teus piores medos,
destruindo o vale dos sonhos
que jazem em ti,
de forma voraz e profana....
e tua mente já não mais te suporta....
e o quarto selo é rompido....
Marcelo Renato
El Loco
@};--
15/02/2.008
11:52
enviada por El Loco
22/01/2008 15:50
Betume
A escuridão te encontras
esconde o sol te negas
nuvens escuras tapam
tuas estrelas,
teu brilho ofuscado
pelas tuas próprias assombrações...
calabouço da tua consciência...
E o terceiro selo se abre....
Marcelo Renato
El Loco
@};--
22/01/2.008
15:49
enviada por El Loco
03/01/2008 16:39
Féretro
E Rasgado pelo Tempo,
Soprado Pelo Vento
esculpido em breu
no fel de tuas palavras
mais uma praga sai de ti
a mesma que te atormenta
nas noites quentes
e te assombra estranhamente
sempre em ocasiões
de solidão....
apagam-se as velas
E o segundo selo se rompe !!!
Marcelo Renato
El Loco
@};--
03/01/2.008
16:36
enviada por El Loco
26/11/2007 12:57
Passarela
Como andam os pés
que caminham em passos bêbados
nessas ruas esburacadas
cavados pela tua própria consciência
fúnebre em tardes quentes
quando não estás contente?!
Como assovias as canções
que escutastes com esses ouvidos
poluídos por palavras
que saem de tua própria boca
e de tua mente buraco-negro de idéias
fúteis em tempo hábil
assim apenas por ser mais sórdido
minar águas turbulentas
que encher o Calíce de Vinho Tinto,
abistêmia do teu próprio sangue
carregado das naus que criastes?!
E a tua noite mais escura,
é aquela em que menos verá
A tua própria luz...
E o primeiro selo se abriu !!!
Marcelo Renato
@};--
El Loco
26/11/2.007
12:56
enviada por El Loco
17/10/2007 10:20
Apocalypto
(Mula Sem Cabeça IV)
E palavras mudas se proliferam
feito erva daninha,
eocam pensamentos tolos
arrebatados pelas antenas
etéreas entorpecidas
pelas almas que insistem
em te fazer oculta,
e imagnes distorcidas
de uma realidade
quase que normal
te rondam,
te assombram
e não te deixam dormir em paz,
e na hora que romper o último selo
o buraco que cavas
estará profundo,
profano
e carregado de água salgada,
as mesmas que escorrem
de tua face nefasta
e corrompida por
desejos sórdidos,
e aparados por arestas
de tuas lembranças
que nunca foram reais...
Y las palabras calladas proliferan
el acto de hierba de travesura,
el eco los pensamientos insensatos
impulsivos por las antenas
etéreas llegan a ser
entumecidos por las almas que insiste
en usted hace los cueros,
y imagnes retorció
de una realidad
apenas esa patrulla normal usted,
le asombra
y no se duermen en la paz,
y en el momento oportuno que rompe el último sello
el hoyo que cava será profundo,
profano y cargado de sal el agua,
el mismo ese desaguadero y corrompió
por deseos sórdidos,
y recortó por orillas
de sus recuerdos que nunca fueron verdaderos...
@};--
Marcelo Renato
El Loco
17/10/2.007
10:20
enviada por El Loco
19/09/2007 12:48
Múmia da Carochinha
(Mula Sem Cabeça III)
Tuas veias exalam
putrefação de pensamentos,
palavras fértidas,
corroídas pelo tempo
e pelo vento nefasto
da incerteza que te agride,
da insensatez incoerentemente
reveleda por catacumbas
transcritas em prosa mole
num verso toscamente
infértil,
vale do rio doce,
fuga,
não vale,
não minta,
não finja,
não fuja,
corra,
mas atrás
do que ainda resta
de pensamentos
sórdidos
e esdrúxulos
onde percorre
em passos curtos e
lentos
a tua própria
saliva ocre
e carregada
de tonturas
nem sempre tão
visíveis assim,
e a minha bandeira
tremula....
@};--
Marcelo Renato
El Loco
19/09/2.007
12:45
enviada por El Loco
05/09/2007 10:47
Canta Conto
(Mula sem cabeça II)
E ainda se acredita em fábulas,
e ainda se acredita em contos,
e ainda se crê em sonhos,
e ainda se vê em cantos...
Quem foi beber água no itororó,
não sabia o que procurava,
achou o que nunca quis,
e pensou em claras nuvens
o que nunca poderia ser...
e pelos contos que contei,
pelos cantos que andei,
pelas sombras que encontrei,
as letras que escrevi,
e palavras que falei
apenas por não querer gritar
deixo apenas as plumas
jogadas ao vento
para quem sabe um dia
você consiga
achar o teu caminho,
a tua direção....
@};--
Marcelo Renato
El Loco
05/09/2.007
10:47
enviada por El Loco
31/08/2007 12:04
Sinal de fumaça II
(Mula sem cabeça)
Quando a gente anda
com a cabeça ao vento,
se acostuma com sandíces
inevitáveis como quem está
à beira de um abismo qualquer.
Quando a gente anda
com a cabeça sem conhecimento,
se assombra com palavras
ditas ao léu,
não para quem que seja,
mas para quem possa compreendê-las
sem se desesperar
por não saber o que não te pertence...
Quando a gente anda
com a cabeça sem ter mais
o que pensar,
sem ter o que se ver,
sem ter o que esperar,
tudo se torna inerte,
se acostuma a ficar
do jeito que está
tudo pára,
até os batimentos
do teu próprio coração...
Câmbio, desligo!...
@};--
Marcelo Renato
El Loco
31/08/2.007
12:01
enviada por El Loco
17/08/2007 11:40
Blues Of The Dark II
Escutando aquela canção
que era pra tocar no rádio
esse que anda desligado
pelas confusões que soam
estranho aos teus ouvidos,
fazem amortecer os intrépidos
golpes que leva
por não perceber o que te ronda,
o que te assombra,
o que te soma,
o que te faz feliz....
as plantas
não são mais as mesmas,
a velha igreja
não toca mais os sinos
o ansião já nem parece
tão sábio assim,
as vozes ecoam dentro de mim,
as vozes ecoam dentro de mim,
as vezes saem sim,
e voltam ecoando, mais e mais,
ecoam dentro de mim....
Levantam-se cortinas de fumaça
só pra tapar o que teimo
em querer ver,
o sol já não amanhece
e as flores servem apenas
pra aliviar as veias
já gastas pelo tempo....
e as vozes ecoam dentro de mim....
e o rádio começa a tocar,
sem pilhas, sem força,
sem nada...
@};--
Marcelo Renato
El Loco
17/08/2.007
11:40
enviada por El Loco
09/08/2007 13:24
Blues Of The Dark
Você me ajudou a construir um mundo
onde só parecia haver felicidade,
sim, mas esse mundo era frágil
e você acabou com ele...
Me fez contruir um castelo,
com grandes montanhas ao fundo
mas o castelo era de areia
e você a onda que o levou..!!!
Talvez eu não seja o que você quer
mas sou o que precisa,
só que agora
eu tranquei as portas do meu coração
com você pra fora...
maldita foi a hora, maldita foi a hora
em que prestei atenção em você baby,
maldita foi-se agora....
Talvez não haja estrelas no céu,
só um enorme buraco-negro
onde outrora você brilhava,
É acho que o doce ficou amargo,
pois, a mão que te afagas
é a mesma que apedreja já dizia Dos Anjos,
ele estava certo,
não te quero mais por perto,
sei o que te aguarda, sei o que te resta
baby você não presta, baby você não,
não, não, não, não,
baby você não presta....
porque maldita foi a hora, maldita foi a hora
maldita foi a hora em que lhe dei o que queria,
você quis minha alma,
te dei minhas fichas e você ainda quer mais,
você ainda me quer....
Mas não estão mais tocando
aquela estranha canção
que eu ouvia sempre (era só te sentir comigo)
e é tudo tão escuro
que meus olhos ardem,
eu troquei o disco, era voador,
mas como um sonho desapareceu,
porque maldita foi a hora, maldita foi a hora,
maldita foi a hora em que entreguei meu segredo,
não sou teu brinquedo, maldita,
maldita foi-se agora
@};--
Marcelo Renato.
El Loco.
11/08/1.997
01:06
enviada por El Loco
13/07/2007 09:41
Mirada...
A noite cai
e traz consigo o guardião
de asas partidas
que insiste
em calcular friamente
seus ataques súbtos
de insanidade
simplesmente pelo fato
de não saber como agir,
cansado de se esconder
sob uma face qualquer
estapeado pela mágoa
de não suportar a solidão
que habita suas temporas...
a saudade é sagaz
e esse anjo disfarçado de mulher
se faz
escuro, lodo,
pântano de vontades
e desejos perdidos,
já não é mais brilhante,
e nem cintila mais
num quanto qualquer
do cosmo,
apenas surge
vez enquando
e se apaga com o vento
que sopra de sua própria boca !...
Marcelo Renato
El Loco
13/07/07
09:42
@};--
enviada por El Loco
18/06/2007 14:24
Nanquim
O que me resta nas manhãs de névoa
além de contemplar os cânticos
hepáticos e frenéticos
dos que retornam da boemia....
o que me sobra das migalhas
espalhadas sobre os lençóis
já desgastados das lembranças
fúlvidas de um tempo falido
em que se desdobram flâmulas
transparentes de sorrisos falsos
nem tão agradáveis hoje
como antes o era ?!
E a tinta sob minha pele
jazigo se faz solitária,
única na vastidão
de um ser errante,
fluente, porém
nem tão ébrio assim...
acordo ao James Brown
martelando minha cabeça
em fá sustenido menor
e não hámais coelho na cartola
e a marcha nunca pára,
o vento sempre volta a soprar
e despenco em mim
mudo,
cego,
e vivo !!!!
Marcelo Renato
El Loco
18/06/2.007
14:21
@};--
enviada por El Loco
04/05/2007 10:29
Sonata
A estrada nem sempre é tão clara,
o caminho nem sempre é tão escuro,
as águas de março se foram
e aos poucos vão passando
e nunca mais moverão moinhos...
As Flores de Maio
seguem sem se abrirem
a Luz da noite
clareia o que posso enxergar
com esses olhos cegos de razão,
escabiosamente os sinos dobram
por quem merecer ouvi-los
e a trovoada vespertina
agora se faz
clarins melódicos
onde tudo o que ouço
é a minha própria voz
ecoando num canto qualquer
de minha mente
nem ébrio, nem louco....
Apenas Eu...
Marcelo Renato
El Loco
04/05/2.007
@};--
10:30
enviada por El Loco
10/04/2007 18:09
Republicando
Profecia
E quando se fizerem
os cânticos de amor,
não os que já conhecemos,
mas aqueles que
nos brotam da alma,
então saberemos viver, e
olharmos o mundo
sob uma mesma óptica,
e tudo o que se
é pequeno em mesquinhês
se desfazerá
feito mágica,
e sobrarão apenas
nossos versos
cantados pelos nossos
corações...
e os dias
não mais serão claro e escuro,
dia e noite
e sim mais um ciclo,
mais um ciclo,
apenas mais um
que manteremoss
pela eternidade...
@};--
Marcelo Renato
El Loco
07/04/2.006
11:26
enviada por El Loco
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